Rádio Facopp
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Guia Prático Rádio Facopp (WRF)

Guia Prático Rádio Facopp (WRF)

“É mais fácil fazer notícias do que explicar como se faz”

(Nilson Lage)

 

Olá, seja bem-vindo.

 

Este é um guia para ser utilizado na produção de radiojornalismo na web.

 

O rádio é a transmissão sonora no tempo real da vida do ouvinte. (Meditsch)

 

É transmissão sonora, mas pode vir acompanhada de textos e imagens na web. Porém, esses dois 

últimos elementos não são necessariamente obrigatórios para a compreensão, porque rádio é, antes de 

tudo, som. (Prata)

 

O rádio com existência apenas na internet e que pode ser acessado através de uma URL (endereço na 

internet) é webradio. (Prata)

 

Radiojornalismo é a transmissão instantânea e resumida das notícias com as características do 

rádio, como instantaneidade, universalidade, atualidade e apelo direto. (Bahia)

 

Notícia é o relato de uma série de fatos a partir do mais importante e, deste, do aspecto mais 

interessante. (Lage)

 

A finalidade do radiojornalismo é atualizar seu público por meio da divulgação, do acompanhamento e 

da análise dos fatos. (Barbosa Filho)

 

Na web, o rádio agrega novos recursos à mensagem radiofônica. Agora, não há mais ouvintes apenas. 

Há usuários interativos. (Prata)

 

Há outras definições também para o usuário que acessa a webradio: ouvinte-internauta, 

internauta-ouvinte, ciberouvinte,  webradionauta.

 

Webradiojornalismo significa associar a prática do radiojornalismo às características da web, 

considerando sua multimidialidade.

 

Mas, na essência, o jornalismo é sempre jornalismo. Possui dimensões éticas e técnicas que 

permanecem, não importa o meio em que seja praticado. (Barbeiro e Lima)

 

Ser uma ferramenta, um facilitador para o exercício do radiojornalismo no ambiente online é o 

propósito deste material.

 

 

PRODUTOS RADIOJORNALÍSTICOS

 

Flash: é a divulgação de um acontecimento importante, imediatamente. Não faz parte de nenhum 

programa específico, pode participar em qualquer deles, interrompe a qualquer momento. O tempo é 

curto, apenas informa que o fato está ocorrendo, sem pormenores. Não precisa nem do lead.

 

Ouça um exemplo de flash.

 

Edição Extraordinária: normalmente é mais longa que o flash.  A notícia é apresentada com mais 

pormenores. Também se refere a acontecimentos importantes cuja divulgação é oportuna e, como o 

flash, interrompe qualquer programa. Permanece no ar enquanto houver novidade.

 

Acompanhe uma edição extraordinária.

 

Boletim: é o noticiário apresentado com horário e duração pré-determinados, geralmente de dois até 

cinco minutos. Possui característica musical de abertura e de encerramento, tem script e as 

notícias podem ser locais, nacionais ou internacionais. Sua finalidade é manter o ouvinte informado 

sobre os acontecimentos mais recentes.

 

Ouça um boletim.

 

Radiojornal: é um noticiário mais amplo, com informações mais detalhadas dos fatos, reunindo 

reportagens, entrevistas e comentários. Normalmente é estruturado em editorias, tem periodicidade e 

sua função é atualizar o último período informativo, entre uma emissão e outra.

 

Exemplo de radiojornal.

 

 

PRODUTOS RADIOJORNALÍSTICOS

 

Informativo especial: é um noticiário voltado a apenas um campo de atividade, com informações que 

interessam àquele setor especificamente. Os noticiários esportivos são um exemplo. Pode ser diário 

ou não e tem horário pré-determinado. Quanto à duração, assemelha-se ao radiojornal.

 

Ouça  um  informativo especial. 

 

Entrevistas: uma das principais fontes para fornecer informações, revelam novos conhecimentos, 

esclarecem fatos e marcam opiniões. Transmitem emoção, tanto por parte do entrevistado – que 

naturalmente deve ser alguém que tem algo importante a dizer – como do entrevistador. Podem ser 

gravadas ou ao vivo.

 

Exemplo de entrevista.

 

Documentário jornalístico: analisa um tema específico. É produzido de forma mais elaborada,  com 

pesquisa, roteirização, textos e sons. Ouve quem tem algo a dizer e sua função é aprofundar 

determinado assunto que seja de importância e atualidade ou que possua interesse histórico.

 

Acompanhe um documentário jornalístico.

 

Mesas-redondas ou debates: programas em que os participantes apresentam e discutem ideias.

 

São frequentes na área esportiva ou política. Podem ter um ou mais apresentadores e convidados que 

são conhecedores do assunto tratado.

Ouça trecho de um debate.

 

FUNÇÕES NO RADIOJORNALISMO

“As redações encolheram, mas não foi apenas no rádio. As funções se multiplicaram e os 

profissionais se tornaram polivalentes. Ninguém é mais redator, apenas. Ou editor. Ou produtor. Ou 

repórter. Ou âncora. Todos fazem de tudo. E farão muito mais daqui para a frente.” (Jung)

 

Pauteiro: é o jornalista que seleciona assuntos que poderão gerar reportagens. Recebe o material de 

divulgação de acontecimentos (releases, por exemplo) e sugere reportagens ou entrevistas.

 

Mais detalhes sobre o trabalho do pauteiro.

 

Chefe de Reportagem: é quem determina quais assuntos serão cobertos pela equipe de reportagem. Dá 

suporte aos repórteres e faz uma ponte entre estes e o editor. De preferência, é o primeiro que 

chega e o último que sai no trabalho de realizar o produto radiojornalístico.

 

Repórter: é quem se desloca até o local do acontecimento ou apura as informações através das 

fontes.   Grava entrevistas, anota dados e depoimentos e elabora a notícia. Falar bem, com clareza, 

ser criativo e ter boa capacidade de improviso são requisitos necessários para exercer a tarefa.

 

Saiba mais sobre a função do repórter.

 

Redator: escreve os textos que serão divulgados. Podem ser especializados em áreas distintas como 

política, economia, esportes, saúde, educação, policial, etc.

 

 

FUNÇÕES NO RADIOJORNALISMO

Locutor Noticiarista: Limita-se à leitura do noticiário.

 

Veja mais sobre o locutor.

 

Locutor Apresentador: Não segue obrigatoriamente o script. Tem a liberdade de fazer improvisos.

 

Dicas sobre postura do locutor e prática de locução.

 

Âncora: Além de apresentar, comenta a notícia.

 

Segundo Jung, o público fiel enxerga no âncora ou comunicador o companheiro, o amigo, o conselheiro 

que diariamente conversa com ele “ao pé do ouvido”. Isso devido à característica de proximidade do 

rádio.

 

Jung também diz que o âncora é um “repórter privilegiado, porque tem a chance de dar personalidade 

ao programa, a partir da discussão da pauta e da decisão sobre a maneira de abordar os temas”.

 

Setorista: É o jornalista que trabalha num local fixo. Exemplos: clubes esportivos, polícia, 

hospitais, órgãos políticos.

 

Enviado especial: Designado para determinada cobertura fora de sua área de atuação habitual.

 

Comentarista: É um especialista que comenta sobre os fatos, normalmente numa área específica: 

política, economia.

 

 

FUNÇÕES NO RADIOJORNALISMO

Produtor: Elabora a programação da emissora, cuida de preparar e acompanhar a execução dos produtos 

que serão realizados. Pode também fazer a ronda.

 

Editor: Seleciona, revisa e monta as matérias de sua editoria. Estabelece o tempo que caberá a cada 

matéria.

 

Editor-chefe: coordena os demais editores e se responsabiliza pela linha editorial adotada pelo 

produto jornalístico.

 

Saiba mais sobre o trabalho de edição.

 

Rádio-escuta: Sua função é ouvir outras emissoras para saber o que elas estão noticiando.

 

Correspondente: É o jornalista que se estabelece numa determinada região geográfica e cobre os mais 

diferentes acontecimentos.

 

Mais sobre o trabalho dos correspondentes.

 

 

FONTES

“Jornalista é aquele que não sabe nada, mas conhece quem sabe” (Zuenir Ventura)

 

“Sou do tempo em que jornalista procurava a fonte, hoje a fonte vai atrás do jornalista” (Jung)

 

As pessoas e instituições que oferecem histórias, informações, opiniões e explicações que podem se 

transformar em notícia formam a rede de fontes.

 

O jornalista deve diversificar suas fontes, permitindo a pluralidade de ideias. E também para 

abastecer toda informação que obtiver com variedade de pontos de vista.

 

O jornalista não deve ter intimidade demais com a fonte. Isso pode prejudicar a isenção.

 

A agenda de fontes deve ser selecionada e criteriosa. A fonte deve ser altamente confiável.

 

Questionar sempre o interesse que a fonte possa ter na divulgação de determinado fato.

 

O acesso à fonte deve ser imediato. Por isso é preciso ter a agenda atualizada e com várias 

possibilidades de contato (endereços, telefones fixo, celular, de familiares, vizinhos, do serviço, 

de quem possa  indicar, etc)

 

Retorne à fonte quantas vezes for preciso. Não tenha vergonha. Reconfirme a informação sempre que 

tiver dúvida.

 

Veja aqui uma relação de fontes.

 

 

PAUTA

 

Não esquecer que o ouvinte é um parceiro na construção da notícia. (Jung)

 

A pauta é uma orientação para que o repórter possa executar sua matéria. Deve conter informações 

que o auxiliem na realização do trabalho.

 

Através da pauta os editores uniformizam o material das diferentes áreas de acordo com a linha 

editorial do produto jornalístico.

 

O repórter, por sua vez, se empenhará para cumprir o que foi determinado, enriquecer as 

informações, complementar aspectos importantes ou suprir os que foram esquecidos.

 

A pauta tanto pode enfocar o factual como os assuntos de permanente interesse. Os editores devem 

ter material de reserva para abastecer os produtos radiojornalísticos  em caso de necessidade.

 

A reunião de pauta é oportunidade de sugerir assuntos e discutir sua importância. Oferecer ideias 

para a pauta não é só atribuição do pauteiro.

 

A pauta, porém, não deve impedir o repórter de usar as boas iniciativas, o faro jornalístico, a 

investigação e o tato para descobrir o furo.

 

O que deve pautar o jornalista, sempre, é o interesse público.

 

Consulte aqui um exemplo de pauta.

 

 

PREPARAR-SE PARA A REPORTAGEM

 

“Seja o primeiro, mas primeiro esteja correto”

 

(H. Eugene Goodwin)

 

O profissional que faz reportagem tem que se preparar para oferecer um produto de boa qualidade, 

que seja completo e equilibrado. (Barbeiro e Lima)

 

Lembrar-se de que ninguém domina todos os assuntos com profundidade. Por isso, precisa pesquisar 

antes o assunto que vai cobrir.

 

Não tenha vergonha de contatar um especialista e se informar sobre o tema.

 

Verifique se o seu material de trabalho está em ordem. Gravador, notebook ou netbook, pilhas ou 

baterias carregadas, material para anotação, caneta que escreve (sempre ter mais de uma), endereços 

e telefones do local da reportagem, etc.

 

Leia e entenda a pauta com antecedência.

 

Procurar chegar bem antes no local da reportagem, quando for possível. Serve para que o repórter se 

ambiente.

 

Obtenha o máximo de informações sobre o assunto que cobre. Você deve ter em mente que sua missão é 

obter respostas para as perguntas comuns que o ouvinte faria.

 

Fazer perguntas claras, diretas e curtas.

 

Não é preciso enfrentar o entrevistado. Ouça o que ele tem a dizer. Respeite as opiniões diferentes 

ou divergentes. Não tire conclusões apressadas.

 

O repórter não deve fazer julgamentos. Ele apenas conta o que viu e o que apurou ao ouvinte. 

(Barbeiro e Lima)

 

Desconfie sempre do que ouve e vê. Confirme as versões. Só divulgue aquilo que tiver certeza.

 

Sempre mantenha o chefe de reportagem informado sobre o andamento do seu trabalho.

 

 

REPORTAGENS

 

“A reportagem consegue ampliar o caráter minimalista do jornalismo e oportunizar aos ouvintes, 

leitores, telespectadores ou internautas uma noção mais aprofundada a respeito do fato narrado”. 

(Barbosa Filho)

 

“É preciso ficar claro que todo jornalista faz reportagem. Na produção, ao levantar dados para uma 

entrevista. Na pauta, ao buscar informações para montar um roteiro. Na escuta, ao fazer o 

rastreamento do que acontece no dia. A qualquer momento, em edição extraordinária. Esteja em 

serviço ou não, o jornalista tem de estar atento para os fatos que, potencialmente, são notícia e 

podem interessar

 

ao público”. (Jung)

 

A reportagem é a essência do jornalismo. O jornalista pode ocupar funções específicas, mas ser 

repórter é a base da atividade.

 

Por isso, é importante ter uma boa equipe, composta por  repórteres de ambos os sexos, com 

conhecimento abrangente das áreas que cobrem e possuidores de boa cultura geral.

 

O chefe de reportagem precisa ter visão de conjunto para distribuir as equipes de forma produtiva, 

otimizando a cobertura.

 

O jornalista deve buscar formação contínua e permanente atualização.

 

O repórter precisa se equipar para fazer seu trabalho. Mas, se estiver diante da notícia, deve 

utilizar os recursos que dispuser para informar o usuário/ouvinte. O improviso, a criatividade e a 

superação  são características do rádio que permanecem ao longo do tempo.

 

Sempre testar os equipamentos, verificá-los com antecedência. Pense como um aviador que, antes de 

voar, ocupa mais tempo checando o avião do que durante o voo. Porque o avião não pode cair.

 

A reportagem deve sempre iniciar com um fato novo, mesmo que o assunto seja amplamente conhecido.

 

Modelo de Reportagem.

 

 

ENTREVISTA PARA O RÁDIO

“Não se deve abrir mão de apurar os fatos no local dos acontecimentos e nem do contato com o 

público”

 

(Jung)

 

Prefira sempre ouvir o entrevistado pessoalmente. O telefone ou outros meios só devem ser usados se 

não for possível o contato presencial.

 

Tenha em mãos informações sobre o entrevistado. Paulo Autran, no fim de sua vida, dizia que se 

irritava muito quando jovens repórteres faziam perguntas de conhecimento notório sobre sua 

carreira.

 

Mas, o repórter não deve ter receio de perguntar, sempre respeitando o entrevistado, é claro. O 

repórter está ali como representante do ouvinte e deve perguntar o que o ouvinte perguntaria.

 

Cada caso deve ser analisado em particular, mas perguntas mais delicadas devem ser feitas do meio 

para o final da entrevista.

 

Evitar perguntas longas. Devem ser objetivas e de preferência abertas, para evitar respostas 

monossilábicas como “sim”, “não”, “talvez”, “depende”. Mas não precisam ter tom provocativo.

 

Um silêncio da pessoa entrevistada ou atitudes bruscas, como fugir por exemplo, também podem ser 

consideradas respostas.

 

Se a pessoa entrevistada fornecer uma informação reveladora, bombástica, mantenha o sangue frio, 

obtenha mais dados a respeito, faça a tradicional “cara de paisagem”. Se você der sinais de que 

está deslumbrado com a resposta, ela perceberá que deu uma bola fora e poderá se retrair.

 

Nas sonoras externas, não esquecer de identificar a pessoa. Se a entrevista for longa, repetir a 

identificação para que ou ouvinte saiba quem está sendo entrevistado.

 

O microfone ou gravador devem ser postos próximos à boca da pessoa entrevistada, evidentemente 

tomando-se cuidado para não atingi-la.

 

 

ESCREVER E FALAR NA INTERNET

 

“A internet abre possibilidades que o rádio propagado por ondas eletromagnéticas jamais nos 

ofereceu”

 

(Jung)

 

Apesar do texto ou fala ser para a internet, teoricamente um ambiente mais livre, sempre cuidar da 

correção. As palavras devem ser escritas e pronunciadas corretamente. O usuário ou ouvinte tem que 

compreender a mensagem.

 

O redator de rádio deve sempre se lembrar que escreve um texto que será falado. Então, antes de 

passar para o locutor, deve lê-lo em voz alta para descobrir se precisa ser corrigido ou melhorado.

 

Vale o de sempre: texto curto, ordem direta, palavras simples. Evitar palavras complicadas ou 

termos técnicos, exceção quando a mensagem se destinar a um público especializado. Para o público 

médio, explicar os termos técnicos.

 

Usar as características e recursos do ambiente online: na tela do monitor, a velocidade de leitura 

é menor, não precisa ser linear e há o recurso do hiperlink.

 

Não usar mais palavras do que o necessário para dizer algo e seja específico quando explicar algo.

 

Sempre que for introduzir um assunto, no caso do texto falado ao vivo, convém fazer uma breve suíte 

para situar o ouvinte.  Lembre-se que naquele momento não dá para ele voltar e saber do que se 

trata, a não ser que interrompa o áudio.

 

Mesmo na internet, deve haver especial preocupação em manter o usuário interessado. Por isso, um 

texto deve ser atrativo, claro e inteligente. Não diga coisas óbvias.

 

 

O TEXTO PARA A WEBRADIO

“Ao escrever para quem ouve, deve-se escrever como quem fala” (Iván Tubau)

 

Não se deve esquecer que os textos informativos sempre devem ser claros, concisos, diretos, 

precisos, simples e objetivos.

 

Basicamente, seja em que ambiente for, o jornalista deve saber que está contando algo para alguém e 

tem que se esforçar para ser compreendido.

 

Mas, nem por isso, pode ser vulgar ou desrespeitar a gramática.

 

Então, o redator de textos deve ler bastante, navegar muito, enriquecer seu vocabulário – é o que 

se diz, ter repertório – e consultar a gramática sempre que tiver dúvida.

 

Ao redator cabe encontrar a palavra certa, aquela que vai seduzir o público e se fará entender logo 

que pronunciada. Nunca use duas palavras quando puder ter apenas uma. (Jung)

 

O texto, no rádio, pode ser corrido, quando lido por um único locutor ou manchetado, quando lido 

por mais de um.

 

Recomenda-se no máximo cem toques por frase de texto, obedecendo a clareza da informação e as 

devidas pausas para respirar.

 

Cada 72 toques significam, em média, cinco segundos de leitura. Então, trinta segundos representam 

432 toques.

 

Aqui, mais uma vez, o menos é mais.

 

Aqui uma lauda. (Exercite, escreva sua matéria, mas só imprima se for absolutamente necessário.

 

Lembre-se sempre da responsabilidade ambiental)

 

 

EDIÇÃO

 

Cada programa deve ter um formato. Um exemplo para formatá-lo é o do relógio, que estabelece faixas 

para cada assunto ou área de informação.

 

Veja o relógio.(Exemplo da Band News FM, in Prado)

 

A programação deve levar em consideração o público que ouve o produto radiojornalístico.

 

É preciso dar atenção aos “ganchos”. Eles podem introduzir a matéria seguinte.

 

Manter a curiosidade do público é uma estratégia. Sempre deve haver uma atração a ser aguardada.

 

É o editor quem avalia a ordem de apresentação das matérias. (Mcleish)

 

Editar uma reportagem leva o jornalista a decidir o que será publicado e o que vai para o lixo. Por 

isso, deve- se ter o máximo de cuidado ao fazê-lo, para que o trecho escolhido esteja de acordo com 

o pensamento do entrevistado, sob o risco de se cometer falha grave. (Jung)

 

As matérias não devem ser consideradas isoladamente. “Uma matéria muito comovente é seguida de algo 

que inspire beleza e encanto; um quadro tremendamente engraçado é complementado por uma situação 

séria ou triste [...] É o contraste que estabelece entre si e a habilidade do apresentador que 

fazem com que uma realce a outra, para que o efeito global seja melhor do que a soma das partes”. 

(Mcleish)

 

“Um detalhe importante na montagem de um noticiário é a necessidade de estar atento à associação 

involuntária e possivelmente infeliz entre as matérias. Poderia parecer por demais insensível 

mostrar logo após uma matéria sobre assassinato uma reportagem sobre “um novo negócio para os 

açougueiros”. (Mcleish)

 

Durante o programa, tanto quanto possível, anunciam-se frases como “mais notícias sobre esse 

assunto no final do programa”. (Mcleish)

 

Os sons incluídos no programa não devem afetar a credibilidade da notícia.

 

 

O SCRIPT DO RADIOJORNAL

 

Script: Texto completo ou inserção de um programa a partir do qual é feita a transmissão (Mcleish)

 

É o texto elaborado (Ortriwano)

 

O texto escrito que será lido tem uma sequência. O tempo disponível do radiojornal (que pode variar 

entre meia hora e duas horas e meia) será dividido em blocos.

 

Pode ter um apresentador ou mais ou, ainda, um âncora. Geralmente também possui comentaristas 

especializados em cada editoria.

 

A função do radiojornal é cobrir o último período informativo, ou seja, o espaço de tempo entre uma 

emissão e outra. Tem abertura e encerramento e utiliza todos os recursos de sonoplastia.

 

Cabe ao editor fazer o balanceamento da distribuição dos assuntos durante o radiojornal.

 

Os scripts estão cada vez mais simples. A fonte deve ser limpa e de tamanho razoável para que o 

locutor- leitor possa vê-la com clareza (usar corpo da fonte de tamanho 12 para cima) e destacar as 

sonoras ou backgrounds.

 

O texto da cabeça das matérias deve introduzir o assunto e não repetir o que o repórter falará.  Se 

houver nota-pé ela deve esclarecer ou adicionar informações.

 

Cada radiojornal tem o seu perfil e deve manter o padrão. Geralmente se inicia com a escalada, ou 

seja, a leitura das manchetes, e tem chamadas interblocos. No final, há possibilidade de se 

mencionar as notícias que foram destaque naquela edição.

 

No script, o tempo de cada matéria deve ser meticulosamente calculado, para caber no espaço 

disponível para a edição do radiojornal. Esse papel é do editor.

 

Só se deve repetir frases de outras pessoas no texto falado se isso for absolutamente indispensável 

e esclarecendo devidamente a circunstância. O ouvinte pode não identificar de quem é aquela opinião 

(Seria do locutor?)

 

 

O SCRIPT DO RADIOJORNAL

 

“O programa de rádio tem de ter agilidade para mudar de assunto sempre que os acontecimentos assim 

o exigirem. Não se pode deixar para depois a notícia

 

que se tem agora”. (Jung)

 

O radiojornal não se esgota com seu início. O rádio é ágil e na internet isso não é diferente.

 

Durante a apresentação podem ser incluídas informações atuais. Isso significa que algo saírá do 

roteiro inicialmente previsto. Caberá ao editor fazer essa escolha.

 

O script e a gravação do radiojornal deverão ser mantidos em arquivo pelo tempo que a lei exige. 

Atualmente (2010), se a rádio tiver a potência de até 1000 watts esse prazo é de 20 dias e, se de 

capacidade superior, 30 dias.

 

Mas, na webradio, normalmente esse arquivo poderá ser recuperado após longo período, dada a 

capacidade de armazenamento dos equipamentos atuais.

 

Importante destacar a ficha técnica do radiojornal, tanto no momento da transmissão quanto no site 

da webradio.

 

Veja aqui um espelho.

 

 

APRESENTAÇÃO DE PROGRAMAS

 

O radialista deve “pensar como ele realmente daria a notícia a alguém que ele encontrasse no 

supermercado local, com outras pessoas a sua volta”

 

(Mcleish)

 

A apresentação é a embalagem do produto de rádio. Se for malfeita, o programa será um fracasso, 

mesmo que tenha boa redação ou boas entrevistas.

 

O apresentador não deve gritar. Não é uma questão de volume, mas sim de clareza.

 

O locutor deve aumentar as pausas entre as sentenças para facilitar o entendimento de quem ouve. 

Podem ser intercalados efeitos sonoros para separar uma notícia de outra.

 

Reserve um tempo para ler antecipadamente o script e em voz alta, para não cair em armadilhas.

 

Uma dica, nesse momento da leitura prévia, é também a de visualizar o ouvinte, como se ele 

estivesse sentado, no estúdio, ouvindo o locutor.

 

Se ocorrer algum imprevisto durante a transmissão, lembre-se que eles podem acontecer mesmo. Reaja 

com bom humor e siga em frente. Peça desculpas se for o caso, mas não deixe a peteca cair.

 

Podem acontecer mudanças de última hora no script. Nesse caso, devem ficar bem sinalizadas para que 

o locutor/apresentador identifique imediatamente o que ocorre.

 

A leitura de lista de dados deve ser feita de forma clara e compreensível para não confundir quem 

ouve.

 

Outra dica, também, é o locutor ouvir sempre a gravação do que fala, para corrigir cacoetes, 

clichês ou melhorar suas expressões.

 

 

O LOCUTOR

 

“Antes de se tornar um bom locutor, precisa ser um

 

bom ouvinte de rádio” (Cyro César)

 

O locutor é quem lê os textos preparados pela redação e/ou apresenta os comentários do programa.

 

Deve possuir uma boa voz, audível, clara e compreensível.

 

Mas também deve ter originalidade, poder de síntese, criatividade e carisma.

 

Deve saber controlar situações. O programa tem um tempo de duração que deve ser respeitado.

 

O locutor deve adquirir o hábito de sempre falar no tom correto. O som da voz deve fluir de maneira 

solta e clara.

 

Treinar a articulação da voz e controlar a respiração de forma regular.

 

Quando se fala, a finalidade é que o ouvinte entenda perfeitamente o que se está dizendo. Para 

isso, a primeira coisa que se deve ter em mente é que o locutor deve entender o que ele está 

falando.

 

O(s) locutor(es) devem sempre conferir antes se o script está completo. Por isso, é recomendável 

que as folhas sejam numeradas em sequência.

 

Ter sempre uma caneta ou um lápis à mão para fazer correções e lembretes.

 

Observar sempre a pontuação nas frases que diz. Se possível, divida o texto com pequenas barras nos 

locais em que você deverá respirar. Coloque uma barra para respiração leve e duas barras para 

respiração mais acentuada (nos pontos finais ou dois pontos, por exemplo).

 

Veja aqui um exemplo do texto separado com barras.

 

 

POSTURA DO LOCUTOR

 

“Comunicação não significa o que é dito, mas o que o outro entende”  (Jung)

 

Sente-se de maneira confortável. Se você estiver incomodado, isso interferirá na qualidade da 

locução.

 

A postura melhora a projeção da voz. Sentado corretamente, o locutor se sente mais seguro para 

falar e transmitir informações.

 

Cuide da sua voz. Evite bebidas geladas, não fume, faça gargarejos.

 

Não se intimide em procurar os serviços de um profissional de fonoaudiologia, se precisar.

 

A impostação da voz pode fazer com que uma mesma frase assuma sentidos diferentes.

 

Faça exercícios para relaxar e preparar sua voz: com o rosto, com o diafragma, com as cordas 

vocais.

 

Antes de falar, posicionar o microfone a uma distância correta para você e para o entrevistado, se 

for o caso.

 

Tire pulseiras ou qualquer adereço que possa fazer ruído. Sons que não estejam relacionados à 

informação devem ser evitados.

 

Cuidado com o que fala perto de um microfone, ele pode estar aberto.

 

Não tussa ou espirre junto ao microfone.

 

Não abandonar o posto de locutor. Só deixe sua posição somente quando o espaço estiver preenchido.

 

O ouvinte não deve sofrer com longos espaços de silêncio. Só quando for proposital.

 

Cuide sempre do equipamento. Geralmente, trata-se de uso coletivo. Ao final da locução, deixe o 

equipamento organizado da forma que você gostaria de recebê-lo.

 

 

O QUE E COMO FALAR

 

“O que mais prende a atenção do público não é o que

 

se diz, mas como se diz” (Jung)

 

Não basta uma boa voz. É preciso ser ágil, original, criativo, carismático, ter capacidade de 

improvisar e sintetizar, e, além disso, possuir uma boa colocação de voz.

 

Adquira o hábito de sempre falar no tom correto, mesmo nas conversas informais.

 

Lembre-se que a comunicação pelo rádio deve ser rápida e objetiva, por isso treine sua agilidade.

 

Há fatores que favorecem a comunicação no rádio, por exemplo, conjugar voz, músicas e efeitos 

sonoros. Isso promove um balanceamento na transmissão da mensagem, que deve agradar e prender a 

atenção do ouvinte.

 

Treine sempre para falar em público.

 

Domine o assunto sobre o qual falará. Sempre ilustre com algum exemplo. Isso mantém o público 

interessado e torna mais fácil a compreensão e aplicabilidade do que você está falando.

 

Decore as partes mais importantes de sua fala, para que não seja necessário recorrer continuamente 

ao papel. Mesmo assim, use um roteiro.

 

Policie-se para não usar excessivamente expressões como “né?”, “hãham”, “sei”, “assim”, “então”, 

“daí”, etc.

 

Você deve saber praticamente decor o início e o final de sua fala, mas não precisa decorar tudo o 

que for falar.

 

Pense que, na medida em que você for desenvolvendo seu raciocínio, a palestra deve rumar para seu 

término. Então, não perca a ideia da totalidade do assunto e encaminhe-se para as conclusões. 

(César)

 

Pesquisas indicam que as pessoas retêm apenas parte da mensagem que é transmitida verbalmente. 

Saiba, portanto que uma explanação longa demais é cansativa e improdutiva.

 

 

PREPARO PESSOAL

 

Evite erros de linguagem. Use corretamente as regras gramaticais. Preste atenção na concordância e 

na pontuação. Cuidado com os cacófatos.

 

Tenha repertório. Aprenda todo dia e saiba o que significam novas palavras e sinônimos das que já 

conhece. O locutor deve ter um vocabulário adequado.

 

Goste de ler e leia sobre tudo. Amplie sua cultura geral.

 

Transmita alegria e credibilidade nos momentos certos. Provoque a imaginação de quem ouve.

 

Seja amável sempre. Não tenha preconceito,

 

Tempere bom senso e equilíbrio. Mesmo diante de opiniões com as quais pessoalmente não concorde, 

ouça e reflita sobre os argumentos apresentados por quem as possui. Sempre dialogue.

 

O jornalista de rádio deve acompanhar os acontecimentos do dia a dia para estar bem informado e 

conhecer sobre o assunto que tiver de divulgar.

 

Procure sempre identificar a mensagem principal de um assunto.

 

Se for improvisar, você só deve falar se possuir bom conhecimento do assunto.

 

Veja o que os profissionais mais experientes têm de bom. Isso não significa imitá-los. Você deve 

ter estilo próprio. Descubra o seu.

 

 

PRÁTICA DE LOCUÇÃO

 

“Um bom locutor deve ser também um bom escritor”

 

(Iván Tubau) “Nunca somos naturais diante do microfone” (Jung)

 

Antes de tudo, testar o microfone.

 

O locutor deve ter uma boa dicção e pronunciar corretamente as palavras.

 

Conheça antes o texto que será lido, sublinhe as palavras mais difíceis.

 

Se tiver dúvida sobre a pronúncia de uma palavra ou de um nome estrangeiro, pesquise antes, 

informe-se sobre como falar corretamente. Mantenha um banco de pronúncias em seu computador para 

sanar dúvidas.

 

Balancear corretamente a fala. Não fale nem muito rápido e nem muito devagar.

 

Respire com tranquilidade. Mantenha o ritmo. Lembre- se: o ouvinte deve entender o que você está 

falando.

 

Preste atenção no que está lendo. Se for uma nota triste, não deve pronunciá-la transmitindo 

alegria. Da mesma forma, se for alegre, não anuncie com tristeza.

 

Depois de ler a página do script, se em papel, faça uma marca para identificar que já foi lido. Se 

na tela do computador, sinalize de alguma forma, por exemplo, mudando a cor das letras ou inserindo 

um OK no final do texto já lido.

 

Ênfase deve ser dada nas palavras-chave, importantes para o esclarecimento da notícia.

 

A síntese de rádio exige narrativa mais veloz.

 

Saiba como usar o silêncio, que pode revelar insatisfação, ironia, indignação ou consternação.

 

 

NA HORA DE FALAR

 

“O ouvinte acredita no que você fala, portanto seja claro, lógico, consciente, razoável e 

responsável em

 

tudo aquilo que disser” (Cyro César)

 

Recorra ao banco de pronúncias. Havendo dúvida com relação à pronúncia, antes do programa, o 

apresentador/locutor pode ouvi-la para saber qual é a forma correta. Persistindo dúvidas, se houver 

tempo, consultar outras fontes. Se não houver, verificar a possibilidade de substituir a palavra, 

termo ou mesmo encontrar uma forma alternativa de mencionar o nome. Em último caso, se 

indispensável, pronunciar da maneira que entende correta e comunicar ao ouvinte sobre a dúvida com 

relação à pronúncia.

 

A compreensão da mensagem, no rádio, tem que ser imediata e não se pode dar margem a ambiguidades. 

A mensagem não pode ser confusa.

 

Evite ao máximo usar adjetivos, a não ser que você seja um comentarista especializado no assunto. 

Os fatos devem falar por si mesmos.

 

Rótulos relativos à etnia, religião ou preferências políticas devem ser usados com cuidado, de 

preferência com seu significado literal.

 

Lembre-se que o rádio possui recursos para criar imagens na mente do ouvinte. 1) As palavras 

empregadas descreverão visualmente a cena; 2) A velocidade e o estilo da transmissão enfatizam o 

tom emocional do evento; 3) Microfones adicionais de “efeito” reforçarão a ação ou a reação do 

público.

 

Aprenda a ouvir bem, pois quem ouve bem fala melhor.

 

Fale de maneira natural.

 

 

NA HORA DE LER

 

“O locutor precisa saber o que está lendo ou falando ao ouvinte. Deve preparar a leitura do texto 

de forma a assimilá-lo completamente, para que possa interpretá-lo corretamente e também emitir seu 

parecer ou comentário quando autorizado. O profissional de locução que não observa este detalhe 

pode incorrer em erros gravíssimos” (Cyro César)

 

Leia sem pressa, no ritmo certo.

 

Você nunca deve demonstrar pressa ao ouvinte quando ler ou falar algo.

 

O objetivo da mensagem é ser compreendida. Respire corretamente.

 

Abasteça-se de ar no momento certo da frase para não perder o fôlego durante a locução. Ao terminar 

a frase, o locutor ainda deve ter reservas de ar.

 

Mantenha a velocidade da fala e adapte-a às diferentes situações. O resumo das notícias pode ser 

mais veloz.

 

Mantenha o ritmo da programação. Use ênfase.

 

Se não observar a pontuação, o que você está falando pode perder o sentido. Adapte recursos como os 

da grafia espanhola: Antes de uma pergunta, coloque um ponto de interrogação. Exemplo:

 

? O que o senhor diz sobre o assunto ?

 

Se for uma frase exclamativa: ! Vejam que absurdo !

 

 

ORGANIZAÇÃO DE ARQUIVO

 

Os recursos atuais permitem guardar e organizar grande quantidade de informações sobre os mais 

variados assuntos. Assim, tudo o que for coletado durante o trabalho radiojornalístico deve ser 

mantido de forma organizada e acessível.

 

No trabalho na webradio, os arquivos são guardados em pastas próprias. No caso da Web Rádio Facopp, 

cada programa tem acumulado suas edições anteriores, inclusive com o material bruto. Para o 

usuário, a página inicial do site permite recuperar as edições finais de cada programa.

 

A íntegra das entrevistas devem ser arquivadas e catalogadas, porque os dados podem ser 

reutilizados, naturalmente observando a questão da temporalidade.

 

Não esquecer de agendar e fazer backups periódicos para se evitar a perda de material.

 

Ao nomear cada arquivo, pensar em facilitar o trabalho de quem vai precisará. Se for o caso, 

mencionar a data do arquivo, o programa e o assunto a que se refere.

 

 

POSTAGEM NA WEB RÁDIO FACOPP (WRF)

 

A postagem de produtos jornalísticos na programação da WRF, naturalmente, só é permitida a quem 

possua login e senha de acesso.

 

O endereço eletrônico para o responsável pela postagem é: 

http://wrf.unoeste.br/radiofacopp/sistema/index.php.

 

Após informar o login e a senha, na página inicial do sistema, clicar em Dial, se se tratar de um 

produto ali relacionado. Surgirá a tela do gerenciador. Clicar em Inserir Faixa para o programa que 

será postado.

 

Se não for um programa dos elencados no Dial, na página inicial do sistema deverá ser acessada a 

opção Podcasting.

 

Ao Inserir faixa, informar o título no programa no formato “XX/XX/XX – Gênero e nome do programa – 

Retranca”, onde XX/XX/XX  significa dia, mês e ano da postagem. Exemplo: “28/09/10 – Documentário 

Repórter Web 2010 – Mamonas Assassinas”.

 

No campo ao lado, inserir o arquivo de áudio (que, naturalmente, já foi gravado e editado). O 

formato aceito, nesse caso, somente é MP3.

 

Para localizar o arquivo de áudio há a opção Procurar. Localizado, basta Confirmar. Após, aguardar 

a postagem, que pode demorar alguns instantes.

 

Depois de efetuados os procedimentos, conferir se a postagem consta do site da WRF, no Dial.

 

O segundo passo é a inserção na programação. Novamente, na tela inicial do gerenciador, acessar o 

item Programação, Gerenciar.

 

Repetir os passos mencionados acima, para Inserir faixa. A única diferença e peculiaridade é que, 

antes do título, deverá ser impostado um asterisco (*), para que o título figure no topo da 

programação. Como sempre, conferir se a postagem consta no site.

 

 

POSTAGEM NA WEB RÁDIO FACOPP (WRF)

 

O terceiro passo é acessar o twitter (naturalmente só acessível para quem disponha também de login 

e senha) e formular uma mensagem de convite para o produto recém postado. Na mensagem, acrescentar 

o endereço eletrônico da WRF através do qual o programa pode ser acessado.

 

Dada a limitação de caracteres do twitter, se for necessário, compactar o endereço eletrônico 

através de recursos proporcionados pelo http://bit.ly/ ou http://migre.me/.

 

Sempre é possível o usuário oferecer sugestões e opiniões sobre o conteúdo da webradio (inclusive a 

respeito deste guia) através das ferramentas interativas, como o Fale Conosco, presente na página 

inicial da WRF.

 

 

TERMOS USADOS EM RADIOJORNALISMO

 

Âncora: é o locutor que, além de apresentar a notícia, tece comentários sobre o assunto.

 

Barriga: informação publicada e que não é verídica, uma “mancada”.

 

BG ou Background: efeitos ou acompanhamento de fundo. Também podem ser chamados de cortina.

 

“Break”: intervalo comercial entre um bloco e outro do produto radiojornalístico.

 

Cabeça: é o texto que serve para chamar uma reportagem e que apresenta o assunto ao ouvinte. Não 

deve ser muito extenso.

 

Cacófatos: termos desagradáveis formados pela união das sílabas finais da palavra que termina com 

as sílabas iniciais da palavra que começa. Ex: “nunca ganha”, “por cada”, “da nação”.

 

Chamada interblocos: é o destaque anunciado pelo locutor para o próximo (ou próximos) bloco (s). 

Seu objetivo é anunciar as notícias que vêm depois do intervalo.

 

Decupagem:  é a transcrição do material gravado.

 

Deixa: é a última ou as últimas palavras de uma sonora, às quais o locutor deve estar atento para 

retomar a locução/apresentação.

 

Escalada: é a leitura do conjunto de títulos em destaque (manchetes) na abertura do radiojornal ou 

boletim.

 

 

Espelho: é o esqueleto do programa, o roteiro a ser seguido, com a ordem das matérias e intervalos, 

delimitando o tempo de cada tópico.

 

Furo: é a notícia em primeira-mão, exclusiva.

 

Girafas: são os pedestais metálicos que sustentam os microfones, reguláveis na altura e na 

distância.

 

Material bruto: é o conteúdo na íntegra de uma coleta de dados (pode ser uma gravação, uma série de 

anotações) antes de ser editado.

 

Microfonia: ruído provocado   elo retorno do som dos alto-

falantes no microfone aberto.

 

 

TERMOS USADOS EM RADIOJORNALISMO

 

Nota-pé: após a matéria apresentada pelo repórter, o locutor ainda se refere ao assunto da 

reportagem para complementar ou acrescentar informações a respeito.

 

Piloto: proposta de programa, realização de um teste para se verificar a viabilidade a aceitação de 

uma ideia.

 

Release: meio através do qual são divulgadas informações ou opiniões acerca de fatos, produtos ou 

eventos. Há vários tipos e se destinam a diversas finalidades, destacando-se os impressos, 

eletrônicos ou em forma de áudio ou vídeo.

 

Retranca: São as palavras ou termos que i

 

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